domingo, 10 de dezembro de 2017

Aula 12 – PERSEVERANDO NA FÉ


4º Trimestre/2017

Texto Base: 2Timóteo 4:6-8

"A que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono" (Ap.3:21).

INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos a respeito da Perseverança na Fé. A palavra perseverança traduz a ideia de persistência, firmeza, constância, permanência. Jesus disse que com o aumento da iniquidade o amor de muitos esfriaria, mas também disse que quem perseverar firme até o fim será salvo. Jesus deixou claro que no mundo passaríamos por aflições (João 16:33); a pressão das potestades sobre a igreja seria muito forte. Paulo adverte: "Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos" (2Tm.3:12). Como filhos de Deus precisamos perseverar fiéis até o fim; devemos buscar a Deus, rejeitar o pecado e resistir à apostasia. Os destinatários da carta aos hebreus estavam quase desistindo; por isso, receberam a seguinte exortação que se aplica também a nós: “Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque ainda dentro de pouco tempo aquele que vem virá, e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé, e: se ele retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma” (Hb.10:36-39). Uma coisa é certa, sem perseverança na fé não há salvação.

l. A PERSEVERANÇA BÍBLICA

“Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito e perseverou em seguir-me, eu o levarei à terra em que entrou, e a sua semente a possuirá em herança” (Nm.14:14).

1. Conceito bíblico de perseverança. Perseverar remonta a ideia de permanecer, resistir; na vida cristã, significa não desistir da fé cristã em tempos de tentação, aflição, angústia, provação e perseguição. Paulo era um homem perseverante (2Tm.4:6-8); preso em Roma, aguardava o momento da execução, não obstante, continuava a perseverar em as promessas de Cristo. Há pessoas que combatem o bom combate, porém antes de acabarem a carreira, abandonam a fé; abandonam o primeiro amor, não oram mais, não evangelizam mais, não se firmam mais nas promessas divinas. Se você já cruzou seus braços é tempo de recomeçar a trabalhar. Faça um novo pacto com Deus, sirva-o com dedicação e fidelidade, e sejas firme na fé em Cristo, esperando pacientemente nEle em tudo. 

Em Mateus 10:22, Jesus adverte os seus discípulos: “E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será Salvo”. Neste texto, Jesus quer nos mostrar que a perseverança é a autenticidade dos genuinamente salvos. Aqueles que permanecem até o fim nos tempos de perseguição mostram, por sua perseverança, que são crentes verdadeiros. Essa mesma afirmação se encontra em Mateus 24:13, onde se refere a um remanescente fiel de judeus que, durante a tribulação, recusará comprometer sua lealdade ao Senhor Jesus - “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo”. Sua perseverança os identifica como discípulos genuínos.

2. Provisão divina e cooperação humana. Na Carta endereçada à Igreja de Sardes, o Senhor faz sua promessa aos vitoriosos: “O que vencer será vestido de vestes brancas e, de maneira nenhuma, riscarei o seu nome do livro da vida, e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos Seus anjos” (Ap.3:5). A promessa aos vitoriosos é a de que jamais terão seus nomes riscados do livro da vida. Esta promessa do Senhor Jesus mostra que é perfeitamente possível alguém ter seu nome riscado do livro da vida durante a peregrinação terrena. Logo, a ideia popular de que "uma vez salvo, salvo para sempre" não tem amparo concreto nas Escrituras. A salvação é uma bênção que pode ser perdida ao longo de nossa existência. O Senhor já dissera a Moisés que “…aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do Meu livro…” (Ex.32:33), numa prova de que é perfeitamente possível que alguém, tendo sido salvo, volte à vida de pecados e, com isso, perca a sua salvação.

Uma pessoa verdadeiramente salva e convertida não pode perder a salvação por qualquer motivo e a qualquer momento, enquanto permanecer em Cristo (João 15:1-10; 10:26,27). Mas ela pode, sim, perdê-la se passar a ter uma vida relaxada e sem compromisso com a Palavra de Deus (1Co.15:1,2; 2Pd.2:20-22; 1Tm.4:1). Portanto, a perseverança da vida cristã é iniciada e garantida em Cristo (Fp.1:6), com o auxílio do Espírito Santo (João 14:26; Lc.11:13; Rm.8:26), juntamente com a cooperação e a sujeição do crente ao senhorio de nosso Senhor (2Pd.1:10; Tg.4:7-10).

No entanto, uma vez ocorrida a glorificação, último estágio do processo da salvação (Rm.8:30), a perda da salvação não mais será possível. Aos vencedores está prometida a imutabilidade do estado de salvação, visto que adentraremos na dimensão eterna, sendo como os anjos (Mt.22:30; Mc.12:25), ou seja, jamais podendo perder a comunhão com o Senhor, estando para sempre com o Senhor (1Ts.4:17). Por isso, amados irmãos, vale a pena perseverar até o fim.

II. O PERIGO DA APOSTASIA

1. Conceituando apostasia.  Apostasia deriva-se da expressa grega “apostásis”, que significa afastamento. Relacionada à fé cristã, apostasia significa abandonar a fé cristã de forma consciente e premeditada. Então, para que haja apostasia é necessário que a pessoa tenha experimentado o novo nascimento, ou seja, que tenha certeza de sua salvação e aí, de forma consciente e deliberada, abandona a fé e passa a negar toda verdade por ela experimentada. Ninguém pode abandonar aquilo que nunca teve. É, portanto, diferente daquela pessoa que vem para a Igreja, ou já nasce na Igreja, torna-se membro, porém, sem passar pela experiência da conversão e pelo fato da ausência de uma genuína doutrina bíblica em sua vida, e sem nenhuma experiência real de fé, vai para uma outra denominação, batiza-se novamente. Em casos como estes não se pode falar em apostasia; essa pessoa não tem qualquer noção do erro que está cometendo. O que ela precisa, na verdade, é de uma verdadeira conversão, ou de uma experiência real com Cristo. No Antigo Testamento, a apostasia era considerada adultério espiritual. Israel era chamado de “esposa de Jeová”, e sempre que Israel seguia a outros deuses, ou se curvava diante de ídolos, era acusado de apostasia. Esta foi, inclusive, a causa principal do cativeiro babilônico.

Não se pode confundir apostasia com heresia. Apostasia é a perda total da fé, enquanto heresia é a negação parcial, ou seja, é a negação de uma ou outra verdade da fé.

Também é importante não confundirmos apostasia com o pecado acidental. Acidentalmente, num momento de descuido, de falta de vigilância, o crente pode pecar, cair. Isto não significa estar desviado. O que caiu pode seguir o conselho de João e levantar-se: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo...Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”(1João 2:1; 1:9). Aconteceu com Davi. Num momento de descuido, de falta de vigilância, ele pecou, porém, não foi necessário desviar-se, afastar-se, ou ser afastado do Trono. Davi recomendou o seu pecado, confessando-o diante de Deus(Sl.51); foi perdoado e continuou sendo um homem de Deus. Davi caiu, porém, não se desviou. Contudo, é possível começar a afastar-se, ou desviar-se logo após uma queda acidental, ou seja, após ter cometido um pecado, que precisa ser confessado e ele não quer confessar. Pode, ainda, afastar-se devido a uma tristeza, ou uma decepção. Todavia, isto nada tem a ver com a apostasia.

O desviado pode, e deve voltar; o apóstata não voltará mais. Sobre a possibilidade de o desviado voltar, podemos entender através da parábola do filho pródigo (Lc.15:11-32) e de exemplos que já ocorreram várias vezes em nossas igrejas. O Senhor Jesus deixou clara a possibilidade do filho voltar à casa do Pai, embora tenha ido para muito longe, embora tenha sofrido e causado grandes prejuízos: “...desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente...”. Mediante o reconhecimento do seu erro, se sua decisão de retornar, e com humildade ter feito sua confissão e seu pedido de perdão –“Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho” -, o pai não impôs qualquer restrição, mas, recebeu-o novamente como filho – “Mas o pai disse aos seus servos: trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se”.

É certo que hoje, a casa do Pai, representada pela igreja, está com as portas abertas para receber todos aqueles seus filhos que, um dia foram embora. Satanás usa de suas artimanhas para convencer aquele crente que pecou, bem como aquele que se desviou, voltando para o mundo, de que não há mais perdão para ele, que ele cometeu pecado imperdoável e que está, realmente, perdido, que é um apóstata. Pecar, por um momento de descuido; afastar-se da Igreja, ou desviar-se, quer seja porque tenha pecado, quer seja por ter sofrido uma decepção, quer seja por ter perdido o ânimo, por falta de oração, de alimento espiritual, nada tem a ver com o pecado imperdoável ou com apostasia.

2. A prática da apostasia. O Inimigo de nossas vidas, juntamente com as hostes espirituais da maldade, deseja pelejar contra nós (Ef.6:12). Entretanto, a prática do pecado é uma responsabilidade pessoal e intransferível do indivíduo (Ez.18:4,20; cf. Rm.6:23). Nesse sentido, a apostasia sempre será praticada de maneira consciente, deliberada e voluntária. Veja alguns exemplos de apostasia nas Escrituras:

a) Aconteceu com Saul. Saul tinha plena consciência das coisas de Deus, no entanto, negou tudo que sabia sobre Deus e sua Palavra, ao decidir procurar uma feiticeira – “Então, disse Saul aos seus criados: buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela e a consulte...”(Sm.28:7). Veja que estado deplorável desse rei. Antes, foi um homem cheio do Espírito de Deus, teve profunda experiência com Deus - por ordem sua foram mortos aqueles que consultavam espíritos, ou seja, médiuns, adivinhos ou feiticeiros (1Sm.28:9). Agora, se submete aos ditames diabólicos, por intermédio de uma feiticeira. Saul não chegou a esse deplorável estado espiritual num só lance, mas, em muitas e sucessivas atitudes de rebeldia e pecaminosidade. Como “um abismo chama outro abismo”(Sl.42:7), Saul acabou, por fim, cometendo o terrível pecado da apostasia. Saul negou todas as verdades que conhecia e que tinha vivido, desprezou Deus e sua Palavra, de forma consciente e premeditada; nisto consiste o pecado da apostasia. Este é, pois, um perigo que corre com um desviado. O rei Saul era um desviado. O pecado da Apostasia não é cometido num só lance, ou num único ato. O pecado continuado leva o homem a perder todo temor de Deus, e a endurecer-se contra a verdade contida na Palavra de Deus. A partir daí a porta está aberta para a apostasia.

b) Aconteceu com Judas Iscariotes. Judas foi aceito por Jesus para ser apóstolo. Recebeu poder para pregar o evangelho do reino, curar enfermos e expulsar demônios – “E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, e para curarem toda a enfermidade e todo mal (Mt.10:1). Judas seguiu Jesus, conheceu-o profundamente, aprendeu com ele nos três anos de Ministério. Sendo um homem de confiança, foi escolhido para ser tesoureiro do grupo. Um dia, porém, usou parte do dinheiro em benefício próprio. Acostumou com esta prática pecaminosa, tornou-se ladrão, segundo afirmou o apóstolo João: ”...era ladrão, e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava”(João 12:6).

O pecado continuado através da prática de desvio de dinheiro, ou de furto, levou Judas a perder sua sensibilidade espiritual. Certamente, que sua ambição pelo dinheiro e pelo poder, foi crescendo, gradativamente. Pressentindo que Jesus não seria proclamado Rei, tomou a decisão de entregá-lo às autoridades judaicas, por dinheiro, é claro! Com seus olhos espirituais cegos pela “avareza, que é idolatria”(Cl.3:5), Judas esqueceu-se de tudo o que havia feito através do poder de Deus que recebera, esqueceu-se de tudo que tinha visto Jesus fazer nos três anos que esteve com ele, desprezou o fato de saber que ele era o Filho de Deus, e  por trinta moedas de prata (Mt.26:14-16) consumou o pecado da apostasia. Não havia mais possibilidade de retorno para Judas – “...retirou-se e foi-se enforcar”(Mt.27:5). Tudo começou quando, sendo tesoureiro, usou algumas moedas em benefício próprio. A prática continuidade do furto tornou-o espiritualmente insensível às coisas de Deus, e ele se tornou um apóstata. Este é um risco que corre todo crente desviado. Nem todo crente desviado é um apóstata, porém, o endurecimento continuado do coração pode leva-lo à apostasia. Não é raro encontrar alguém que já foi uma bênção nas mãos de Deus, agindo, agora, com tanta incredulidade, e impiedade, como se nunca houvesse conhecido a Deus, como se fosse um ateu nato. Ele apostatou-se! 

c) Aconteceu com Israel. O pecado da Apostasia, normalmente, resulta como consequência da prática continuada de outros pecados. Israel conhecia Deus e tinha experiência com ele. Esta é uma condição básica para que alguém possa conhecer o pecado da apostasia. O apóstata tem que tomar sua decisão de forma consciente e premeditada. Apesar de tudo que Israel viu Deus fazer no Egito e em dois anos no deserto, mesmo assim Israel persistiu sendo rebelde, desobediente, duro de coração, incrédulo. Assim, em Cades Barnéia, no deserto de Parã, o cálice da ira de Deus se encheu, diante de mais uma provocação – “E disse Deus a Moisés: até quando me provocará este povo? E até quando me não crerão por todos os sinais que fiz no meu deles? Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei...” (Nm.14:11,12). Agora, não havia mais a possibilidade de um acordo. A apostasia estava consumada.

Assim, baseado no que aconteceu com Israel, que, pela prática do pecado continuado, sem arrependimento real e sincero, acabou praticando o pecado da apostasia, também estamos sujeitos a cometer aquele mesmo erro. Este é um risco que corre o crente desviado.

Muitos homens que se dizem pastores e mestres torcem as Escrituras e vendem a alma ao Diabo, tentam introduzir o mundo na Igreja, sob a alegação de que esta não pode viver alheia à modernização – é a doutrina de Balaão. Tenhamos cuidado! A doutrina de Balaão continua a fazer estragos! Ela quer comprometer a Igreja, impregnando-a com a cultura e com os costumes do mundo (Rm.12:1).

III. SEGUROS EM CRISTO

Não existe nenhuma segurança verdadeira e definitiva, a não ser a segurança que temos em Cristo. A nossa segurança está ligada à nossa esperança, a esperança de que as nossas tribulações são leves e momentâneas em relação à glória que está no porvir (2Co.4:17).

1. Cristo garante a salvação. Só Cristo garante a salvação com o aval do seu sangue e com o penhor da sua ressurreição. Mas, a graça de Deus não exclui a minha escolha. Se qualquer salvo escolher “naufragar na fé” (1Tm.1:19,20), ou apostatar (1Tm.4:1), ou desviar-se, como fez Judas (At.1:25; 2Pd.2:1,20-22), com certeza abrirá mão da preciosa salvação pela graça. O homem possui, sim, a livre-vontade e pode rejeitar a obra de Cristo realizada na cruz. Por isso, Deus amou o mundo de tal maneira, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16). Deus é poderoso para nos guardar de tropeçar, desde que permaneçamos em Cristo (João 10:27,28).

Deus sempre quis que todos se salvassem (1Tm.2:4), e não tiraria a salvação de ninguém, posto que é misericordioso. Ele não tirou de Esaú o direito à primogenitura, mas Esaú a perdeu. Por quê? Porque foi profano. O próprio Inferno foi preparado para o Diabo e seus anjos (Mt.25:41), numa prova de que Deus não deseja que os seres humanos vão para lá, porém muitos homens irão para o Lago de Fogo (Ap.20.21:8; 22:15); e não irão para lá por não terem sido alcançados pela graça de Deus, e sim porque serão “julgados cada um segundo as suas obras” (Ap.20:13).

A Bíblia diz para nos achegar-nos a Deus (Tg.4:8; 1Pd.2:4). Ele faz a sua parte, porém temos de fazer a nossa.

2. A alegria da salvação. Uma das maravilhosas consequências que alcançamos quando aceitamos a Cristo é a alegria da salvação (Sl.51:12; Is.12:3; Lc.15:22-25,32). Quando observamos que a salvação nos traz alegria, vemos, claramente, que Deus é um Ser alegre, pois, ao sermos salvos, passamos a ter o caráter divino e a alegria é uma das qualidades deste caráter. Davi fala, no salmo 51, da “alegria da salvação” e, assim, percebemos que a salvação é a fonte inicial da alegria espiritual. A salvação gera no crente uma alegria espiritual permanente, que não se acaba e que só tende a aumentar, assim como a nossa vida com Cristo, que, sendo uma vida, impõe um crescimento contínuo. A forte impressão de prazer trazida pela regeneração, pelo novo nascimento tem de aumentar a cada passo de nossa comunhão com Cristo, pois, se buscarmos mais a Deus, certamente seremos cada vez mais ungidos com o “óleo da alegria”, ou seja, teremos cada vez mais intensa comunhão com o Senhor, numa proximidade com Deus (Tg.4:8a), que só nos fará aumentar esta alegria.

3. A certeza da vida eterna - "Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna..." (1João 5:13). A certeza de vida eterna não é presunção de alguém ou mérito de quem quer que seja. A Bíblia declara que ter a vida eterna é uma graça (favor não merecido) exclusiva de Deus. Se você crer em Jesus e o aceitar como único Senhor e suficiente Salvador e permanecer fiel até à morte(Ap.2:10) terá a vida eterna.

A vida eterna é a maior promessa que o Senhor, pela sua graça nos concedeu. João afirmou isso com firmeza em 1João 2:25 – “E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna”. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creiais no nome do Filho de Deus (1João 5:11-13). Portanto, como filhos e herdeiros de Deus, temos a certeza da vida eterna. Esta garantia é para todos aqueles que um dia firmaram, por meio da fé, um compromisso com Cristo, isto é, creram em Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas.

- Temos a certeza da vida eterna porque somos agora filhos de Deus – “Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não conhece a ele; Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”(1João 3:1,2). A verdade que Deus é nosso Pai celestial e que nós somos seus filhos é uma das maiores revelações do Novo Testamento. Ser filho de Deus é a base da nossa fé e confiança em Deus (Mt.6:25-34) e da nossa esperança da glória futura. Como filhos de Deus, somos herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo (Rm.8:16,17; Gl.4:7). O alvo final de Deus ao nos tornar seus filhos é salvar-nos para sempre (João 3:16) e nos conformar à imagem do seu Filho (Rm.8:29).

- Temos a certeza da vida eterna quando temos um intenso anelo e uma inabalável esperança pela volta de Jesus Cristo, para nos levar para si mesmo – “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos; E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro”(1João 3:2,3).

O nosso fundamento na certeza da vida eterna não está firmado no mérito próprio, mas única e exclusivamente no mérito da obra salvífica de Cristo Jesus (Hb.9:27,28).

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação”.

CONCLUSÃO

Perseverança não significa que ao proclamar a fé em Cristo já temos a segurança eterna, mas que dependemos cotidianamente do Espírito. A possibilidade de a apostasia acontecer deve ser levada a sério de acordo com a advertência do escritor de Hebreus: "Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e as virtudes do século futuro, e recaíram sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e o expõem ao vitupério" (Hb.6:4-6). Não por acaso o Senhor Jesus advertiu: "Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus" (Lc.9:62). E mais: "Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem" (João 15:6). Bem como disse o apóstolo dos gentios aos gálatas: "Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído" (Gl.5:4). Veja outras advertências: 1Tm.1:19; 1Tm.4:1; 2Tm.2:12. O alerta para perseverarmos na fé é porque há sim a possibilidade de enfraquecermo-nos e apostatar-nos da fé.

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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 72. CPAD.
Wayne Grudem. Teologia Sistemática Atual e exaustiva.
Claiton Ivan Pommerening. Obra da Salvação. CPAD.
Ev. Caramuru Afonso Francisco. As Doutrinas da Graça de Deus. Portal EBD.2006.
Comentário Bíblico Pentecostal. Novo Testamento. CPAD.
Tito e Filemom – doutrina e vida, um binômio inseparável. Rev. Hernandes Dias Lopes. Hagnos.

sábado, 9 de dezembro de 2017

BENJAMIN NETANYAHU - DISCURSO DO MINISTRO DE ISRAEL COM TODA A GLÓRIA DE DEUS


 
Apenas setenta anos atrás, os judeus foram levados ao matadouro como ovelhas.

Sessenta anos atrás, não tínhamos país. Nenhum exército.

Sete países árabes declararam a guerra ao nosso pequeno estado judaico, apenas algumas horas após a sua criação!

Nós éramos apenas 650 judeus, contra o resto do mundo árabe! NENHUM FID (Exército de Defesa de Israel). Nenhuma força aérea poderosa, apenas pessoas corajosas com nenhum lugar para ir.. Líbano, Síria, Iraque, Jordânia, Egito, Líbia, Arábia Saudita, todos nos atacaram ao mesmo tempo.

O país que as Nações Unidas nos deram foi de 65% do deserto. O país estava no meio do nada.

35 anos atrás! Lutamos contra os três exércitos mais poderosos do Oriente Médio, e nós os varremos. Sim, em seis dias... Nós lutamos contra várias coalizões de países árabes, que possuíam os exércitos modernos e muitas armas soviéticas, e sempre os derrotamos!

Hoje nós temos:

• Um país;

• Um exército;

• Uma poderosa força aérea; *

• Uma economia de estado-da-arte que exporta milhões de dólares;

• Intel - Microsoft - A IBM desenvolve produtos em casa;

• Nossos médicos recebem prêmios por pesquisa médica. *

Nós fizemos o deserto florescer, e vender laranjas, flores e vegetais em todo o mundo.

Israel enviou seus próprios satélites para o espaço! Três satélites ao mesmo tempo!

Estamos orgulhosos de estar no mesmo ranking que:

• Estados Unidos, que tem 250 milhões de habitantes;

• A Rússia, que tem 200 milhões de habitantes;

• A China, que possui 1,3 bilhão de habitantes;

• Europa - França, Grã-Bretanha, Alemanha - com 350 milhões de habitantes.

Um dos poucos países do mundo a enviar objetos para o espaço! Israel é agora parte da família das potências nucleares, com os Estados Unidos, Rússia, China, Índia, França e Grã-Bretanha..

Nunca admitimos oficialmente, mas todos sabem, que apenas a sessenta anos atrás, fomos levados, envergonhados e sem esperança, para morrermos no deserto!

Nós extirpamos as ruínas fumegantes da Europa, ganhamos nossas guerras aqui com menos do que nada. Nós construímos nosso pequeno "Império" do nada.

Quem é o Hamas para nos assustar? Vocês me fazem rir!

A Páscoa foi celebrada; Não esqueçamos sobre o que a páscoa trata.

• Nós sobrevivemos ao Faraó.

• Nós sobrevivemos aos gregos.

• Sobrevivemos aos romanos.

• Sobrevivemos à inquisição na Espanha.

• Temos os pogroms na Rússia.

• Sobrevivemos a Hitler.

• Sobrevivemos aos alemães.

• Sobrevivemos ao Holocausto.

• Sobrevivemos aos exércitos de sete países árabes.

• Sobrevivemos a Saddam.

• Continuaremos a sobreviver aos inimigos presentes hoje também.

Pense em qualquer momento da história humana! Pense nisso! Para o povo judeu, a situação nunca foi melhor! Então vamos enfrentar o mundo.

Lembre-se: todas as nações ou culturas que uma vez tentaram nos destruir, já não existem hoje -  enquanto nós, ainda vivemos!

Os egípcios? Os gregos? Alexandre da Macedônia? Os romanos? (Alguém ainda fala latino estes dias?) O Terceiro Reich?

E olhe para nós: a Nação da Bíblia. Os escravos do Egito. Ainda estamos aqui.

E nós falamos o mesmo idioma! Antes e agora! Os árabes ainda não sabem, mas aprenderão que há um Deus... Enquanto conservarmos nossa identidade, sobreviveremos.

Então, perdoe-nos:

• Por não nos preocuparmos.

• Não chorarmos.

• Não termos medo.

As coisas estão bem por aqui. Certamente poderiam melhorar.

No entanto: Não acredite na mídia, eles não dizem que nossas festas continuam a acontecer, que as pessoas continuam a viver, que as pessoas continuam saindo, que as pessoas continuam a ver amigos.

Sim, nossa moral é baixa. E daí? Somente porque choramos nossas mortes, enquanto outros se regozijam em derramar nosso sangue?. É por isso que vamos vencer, no final.

"Levanto meus olhos para os montes e questiono: de onde me virá o socorro? O socorro virá do meu SENHOR, o Criador dos céus e da terra! Ele não deixará que teus pés vacilem; não pestaneja Aquele que te guarda. Certamente não! De maneira alguma cochila nem dormita o guarda de Israel. O Eterno é o teu protetor diuturno; como sombra que te guarda, Ele está à tua direita. Não te molestará o sol, durante o dia, nem de noite, a lua. O SENHOR te guardará de todo o mal, Ele protegerá a tua vida! Estarás sob a proteção do SENHOR, ao saíres e ao voltares, desde agora e para todo o sempre!"( Salmo 121.1-8).

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Fonte: http://belverede.blogspot.com.br

Pastor Silas comenta: Por que Jerusalém é a eterna e indivisível capi...


domingo, 3 de dezembro de 2017

Aula 11 – ADOTADOS POR DEUS


4º Trimestre/2017

Texto Base: Romanos 8:12-17

 "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai" (Rm.8:15).

 
INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos da Adoção, elemento integrante do processo da salvação. Fomos regenerados, justificados, santificados e adotados em Cristo Jesus. A salvação torna-nos filhos de Deus (João 1:12). Fazer parte da família de Deus é a certeza de que nEle estaremos seguros. Uma pessoa torna-se participante de uma família por nascimento ou por adoção, assim também acontece com o crente. Após crermos e arrependermo-nos, ingressamos à família de Deus pelo novo nascimento (João 1:12,13; 3:6,7; 1Pd.1:3-5,23) tornando assim seus filhos por adoção (Gl.3:26; Rm.8:15). Deus ama todas as criaturas e que o sacrifício de Cristo foi feito em favor de todos, mas somente aqueles que, pela fé, recebem a Jesus como Salvador podem se tornar filhos (João 1:12). Como filho, podemos desfrutar do amor altruísta do Pai e da sua comunhão. E como Pai amoroso, Ele supre as nossas necessidades, sejam elas físicas, emocionais ou espirituais. Conquanto usufruamos das inumeráveis bênçãos dessa condição atualmente, temos a esperança de, num futuro bem próximo, desfrutarmos da adoção plena e gloriosa nos céus.

I. O CONCEITO BÍBLICO DE ADOÇÃO

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” (Rm.8:15).

Quando um indivíduo nasce de novo, recebe o espírito de adoção, ou seja, torna-se parte da família de Deus como um filho. Um instinto espiritual o leva a olhar para Deus e chamá-lo de Aba, Pai. Aba é um termo aramaico impossível de traduzir com exatidão. É uma forma carinhosa da palavra pai, como “papai” ou “paizinho”. Apesar de hesitarmos em usar uma linguagem tão intima para nos dirigir a Deus, não deixa de ser verdade que Ele é, ao mesmo tempo, infinitamente exaltado e intimamente próximo.

O termo adoção é usado de três formas em Romanos:

  • Em Rm.8:15, refere-se à consciência da filiação produzida pelo Espírito Santo na vida do cristão.
  • Em Rm.8:23, olha para o futuro, quando o corpo do cristão será redimido ou glorificado – “E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”.
  • Em Rm.9:4, olha para o passado, quando Deus escolheu Israel para ser seu filho (Êx.4:32) – “que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas”.

Em Gálatas 4:5 e Efésios 1:5, o termo significa “colocação como filho”, isto é, o ato de colocar os cristãos na posição de filhos adultos maduros, com todos os privilégios e responsabilidades da filiação.

“para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gl.4:5).

“e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade”.

Todo cristão é filho de Deus, no sentido de que nasceu na família na qual Deus é o Pai. Porém, nem todo cristão vivencia o relacionamento mais profundo da filiação com os privilégios de alguém que alcançou a maturidade da vida adulta.

II. A ADOÇÃO NO TEMPO PRESENTE

O recém-convertido possui um instinto espiritual de que é filho de Deus. O Espírito Santo lhe dá essa certeza. O próprio Espirito Santo testifica com o espírito do cristão que ele é membro da família de Deus. À medida que o cristão lê a Bíblia, o Espirito lhe confirma que, por ter crido no Salvador, ele agora é filho de Deus. Diz o texto sagrado: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm.8:16).

1. Parecidos com o Pai. O apóstolo João afirma que, pelo fato de agora sermos filhos, somos semelhantes ao Pai, ou seja, manifestamos em nossa vida as características do caráter do Pai, cuja característica principal é o amor (Ef.5:1), que será aperfeiçoada em nós até o dia final (Fp.1:6).

“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (1João 3:2).

A característica genética do filho não é escolhida por este, mas, sim, comandada pelo “DNA” do pai; portanto, quem é filho de Deus automaticamente é parecido com o Pai. Quem não herdou as características do Pai precisa nascer de novo e passar pelo processo de adoção para ser como o Pai é (ler Is.64:8) e ter sua filiação eterna garantida para escapar da condenação do pecado.

2. Ser amado pelo Pai. O processo de adoção pelo qual todos nós passamos ao aceitarmos a salvação que há em Cristo é prova do grande amor que Deus tem por nós, seus filhos (1João 3:1). Agora, o assombro da culpa do pecado, das angústias da perdição eterna e a insignificância de ser escravo do pecado não perturbam mais (Ef.6:23), pois nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm.8:1). E, na comunhão do Pai, podemos morrer gradualmente para nossas ilusões terrenas, que fatalmente nos afastam do Pai, e podemos dar ouvidos à voz de amor paterno escondida no centro de nosso ser que nos chama para seus braços.

Os amados do Pai são guiados pelo Espírito de Deus (Rm.8:14) e mortificam a carne com seus apetites desordenados porque neles habita a vida do Espirito de Deus (Rm.8:13). Eles manifestam sua aversão ao mundo e aos valores do mundo porque retribuem o amor do Pai amando da mesma forma (1João 2:15). Portanto, há um antagonismo claro entre amar o Pai e amar o mundo, pois o filho de Deus não pode ter um coração dividido. Para permanecer em seu amor, é preciso guardar os seus mandamentos, que sempre serão contrários aos do mundo (João 15:10).

Posso ter certeza do amor de Deus porque, em primeiro lugar, ele enviou o seu Filho para morrer por mim; em segundo lugar, porque ele habita em mim no presente e; em terceiro lugar, posso olhar para o futuro com confiança e sem medo. O amor de Deus não encontra espaço para operar na vida daqueles que têm medo de Deus, ou seja, das pessoas que não se achegaram a ele em arrependimento e receberam o perdão dos pecados. Cientes do amor do Pai, não temos mais medo de perecer. No amor não existe medo; antes, o perfeito amor de Deus lança fora o medo (cf. 1João 4:18).

3. Os direitos e os deveres na adoção. Na lei romana, os filhos adotivos desfrutavam dos mesmos direitos dos filhos legítimos. Um filho adotivo recebia o nome da nova família e tornava-se herdeiro natural dessa família. Somos filhos de Deus. Recebemos um novo nome, uma nova herança. Os filhos de Deus passam a ter garantias e direitos (Rm.8:17) de filhos legítimos enxertados (Rm.11:17) na oliveira verdadeira, que é Cristo. Eles passam a ter um novo nome (Ap.2:17); passam a fazer parte de uma nova família (Ef.2:19); estão livres e emancipados da lei que gera morte (Gl.3:25).

Mas da mesma forma que temos direitos, os filhos de Deus têm também deveres, que são: apartar-se do mundo e do que é imundo (2Co.6:17,18); vencer o mundo (Ap.21:7); praticar a justiça e amar o seu irmão (1João 3:10); amar os inimigos, bendizer os que maldizem, fazer o bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos maltratam e perseguem (Mt.5:44). E com todos esses deveres devemos glorificar a Deus (Mt.5:16). Os filhos também devem aceitar a disciplina do Pai, pois essa disciplina demonstra o seu amor, que é para nosso aperfeiçoamento em santidade (Hb.12:5-11).

III. A ADOÇÃO PLENA NO FUTURO

Todos os filhos de Deus são herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo (Rm.8:17). Tudo que o Pai possui é nosso. Ainda não estamos desfrutando de todos os benefícios, mas certamente o faremos no futuro; quando Cristo voltar para reinar sobre o mundo, teremos parte com ele em todas as riquezas do Pai. Temos uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível que está reservada nos céus para nós (1Pd.1:4).

Embora sejamos herdeiros de todas as coisas que pertencem ao nosso Pai, pois tudo é dele, por meio dele e para ele, a nossa mais gloriosa herança é o próprio Deus (Sl.73:25,26); Ele é nosso quinhão, nosso tesouro, nossa herança; nele está nosso prazer. Somos coerdeiros com Cristo da sua glória excelsa, aquela mesma glória de que o pecado nos havia privado. Como a glória é a efulgência de Deus, participar de sua glória é aparecer em sua presença, ser envolvido na efulgência de sua divindade gloriosa.

Enquanto não tomamos posse definitiva dessa herança imarcescível e gloriosa, cruzamos aqui vales escuros, desertos esbraseados e caminhos juncados de espinhos. O sofrimento com Cristo sempre há de preceder a glória com Cristo. É confortador saber que todos quantos participam do sofrimento de Cristo por fim ouvirão de seus lábios as palavras de boas-vindas: “Bem está servo bom e fiel. Entra em meu descanso” (Mt.25:23).

Em Romanos 8:22,23, o apóstolo Paulo assim expressa: “Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”. Neste texto, a “adoção” plena do crente é algo que ainda ocorrerá no futuro, visto que incluiu a redenção do corpo, quando a vida será transformada, por ocasião do Arrebatamento, e aqueles que morreram em Cristo serão ressuscitados.

Vivemos na tensão entre o que Deus inaugurou (ao dar-nos seu Espírito) e o que ele consumará (quando se completar nossa adoção e redenção final); gememos em desconforto, desejando ardentemente o futuro. Os gemidos da igreja não são os soluços da alma, movidos pela desesperança, mas o anseio ardente daqueles que, tendo provado os sabores da bem-aventurança eterna, aguardam a glorificação, ou seja, a manifestação pública de sua adoção como filhos de Deus. Veja que o apóstolo Paulo diz: “também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”. Os gemidos da igreja não são de morte, mas de vida. Os filhos de Deus não gemem com medo da morte; gemem pela ardente expectativa da ressurreição. Não gemem por aquilo que são, mas por desejarem ardentemente aquilo que virão a ser. Não gemem pela fraqueza do corpo terreno, mas pelo anelo do revestimento do corpo de glória.

John Stott tem razão quando escreve: “É claro que já fomos adotados por Deus (Rm.8:15), e o Espirito nos assegura que somos filhos de Deus (Rm.8:16). Existe, porém, uma relação Pai-filho ainda mais rica e profunda que virá quando formos plenamente ‘revelados' como seus filhos (Rm.8:19) e ‘conformados à imagem do seu Filho’ (Rm.8:29). Nós já fomos redimidos, mas nossos corpos não. Nosso espírito está vivo (Rm.8:11), mas aguardamos o dia em que receberemos um corpo semelhante ao corpo da glória de Cristo” (John Stott. A mensagem de Romanos).

Portanto, embora desfrutemos, aqui na Terra, dos benefícios da adoção espiritual, a alegria plena dessa realidade se dará somente quando da manifestação plena e literal de Jesus Cristo, na ocasião da sua gloriosa vinda.

CONCLUSÃO

É um privilégio fazer parte da família de Deus. Entretanto, sabemos que ainda não vivemos a plenitude do que está prometido para nós. Embora sejamos plenamente filhos de Deus, num futuro, quando deixarmos o nosso "tabernáculo terreno", receberemos a plenitude da adoção, "a saber, a redenção do nosso corpo" (Rm.8:23). O que significa que vivemos a realidade da adoção neste tempo presente, mas quando a ressurreição dentre os mortos for realizada, ou por meio do Arrebatamento da Igreja, a nossa adoção será plena. Será o dia em que veremos o Pai como Ele é. Por isso, o apóstolo Paulo disse: "Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido" (1Co.13:12).

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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Revista Ensinador Cristão – nº 72. CPAD.
Wayne Grudem. Teologia Sistemática Atual e exaustiva.
Claiton Ivan Pommerening. Obra da Salvação. CPAD.
Ev. Caramuru Afonso Francisco. As Doutrinas da Graça de Deus. Portal EBD.2006.
Comentário Bíblico Pentecostal. Novo Testamento. CPAD.