segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Aula 08 – OS IMPÉRIOS MUNDIAIS E O REINO DO MESSIAS


4º Trimestre/2014

 
Texto Base: Daniel 7:3-8,13,14

 

“E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão” (Dn 7:27).

 

INTRODUÇÃO

Nesta Aula estudaremos o capítulo 7, onde é narrada a visão que Deus deu a Daniel sobre o fim dos Impérios mundiais e o surgimento do Reino eterno do Messias. Até o capítulo 6, vimos a parte histórica do livro; agora, nos capítulos 7 a 12, veremos a parte profética.

O capítulo 7 está dividido em duas grandes partes: os versículos 1 a 14 retratam o sonho de Daniel; os versículos 15 a 28, a interpretação do sonho.

Percebe-se que há um paralelo entre o capítulo 2 e o capítulo 7. Estudiosos dizem que o capítulo 2 apresenta um panorama na perspectiva do homem, enquanto o capítulo 7 apresenta uma perspectiva divina do mesmo tema. O capítulo 2 trata da história dos impérios em seu aspecto externo: seu esplendor; o capítulo 7 trata do aspecto espiritual interno: são como feras selvagens.

Daniel 7 trata do desenrolar da história humana até o fim do mundo. Se olharmos apenas para os reinos deste mundo somos o povo menos favorecido da terra, mas se olharmos para o trono de Deus somos o povo mais feliz da terra. Os impérios do mundo surgem, prosperam e desaparecem, mas o Reino de Cristo permanece para sempre. (1)

I. A VISÃO DOS QUATRO ANIMAIS (Dn 7:1-8)


1. A visão (Dn 7:3-15). A visão de Daniel ocorreu no “primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia” (Dn 7:1), ou seja, quatorze anos antes da queda do reino Babilônico. A visão de Daniel revela a ordem das coisas futuras - da época em que o profeta se encontrava, mais de cinco séculos antes do nascimento de Cristo, até os nossos tempos e até o fim da Era gentílica. Da sua perspectiva, rodeado por uma escuridão silenciosa da noite (Dn 7:2), emergiu uma figura violenta e furiosa – tempestuosos ventos do céu, animais rugindo (Dn 7:3) subindo das águas, espalhando-se pela terra, um após o outro. Aqui, Daniel vê a história dos reinos mundiais em terrível convulsão. Todavia, ele olha e vê Deus assentado no trono (Dn 7:9-11). Devemos estar conscientes de que um Dia toda natureza gentílica será extirpada e o reino de Cristo estabelecido para sempre. Os grandes reinos crescem, fortalecem-se, deterioram-se e caem, mas só o Reino de Deus permanece para sempre, conforme Daniel capítulos 2 e 7.

2. Interpretação.Cheguei-me a um dos que estavam perto e pedi-lhe a verdade acerca de tudo isso. E ele me disse e fez-me saber a interpretação das coisas” (Dn 7:16).

a) “O leão com asas de águia” (Dn 7:4).
O leão (rei dos animais) e a águia (rainha das aves) são símbolos da grandeza da Babilônia. Duas coisas aqui devem ser observadas no texto:

Primeiro, as asas foram arrancadas. Aqui, fala de Nabucodonosor sendo expulso do trono para viver com os animais (ver Dn 4:32).

Segundo, o texto diz que o animal foi levantado da terra e posto em pé como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem. Isto se refere o retorno de Nabucodonosor de sua lucidez e da sua conversão (ver Dn 4:32b,36,37).

 
 
 
 
  b) “O urso” (Dn 7:5).

Aqui, o urso é símbolo do império medo-persa, um império formado pela coligação de dois povos: os medos e os persas. Esse império foi descrito em Daniel 2:32,39.

As “três costelas” que o urso trazia na sua boca, na simbologia profética, significam as três primeiras potências conquistadas pelo Império Medo-persa. São elas: (a) Babilônia; (b) A Lídia, na Ásia Menor; (c) O Egito. Esses três reinos (costelas) fizeram uma coligação pensando suplantar as ameaças do inimigo, mas não tiveram nenhum êxito nisso, pois a conquista por Dario e Ciro dessas nações já estava vaticinada cerca de 80 anos antes, como está descrito pelo profeta do Senhor: "O Senhor despertou o espírito dos reis da Média; porque o seu intento contra Babilônia é para a destruir” (Jr 51:11,29).

c) O leopardo com quatro asas (Dn 7:6).

Esse animal simboliza o império grego-macedônio. Em 334, Alexandre Magno empreendeu sua surpreendente conquista, que em um período de 10 anos o levou a ser soberano de um vasto império.

Alexandre foi educado por Aristóteles. Difundiu a cultura grega entre os povos vencidos. O idioma grego tornou-se conhecido em todo o mundo antigo e veio a ser a língua em que o Novo Testamento foi escrito. Ele fundou a cidade de Alexandria, conhecida mundialmente por sua famosa biblioteca e pelo farol na ilha de Faros, uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Observe três destaques importantes no texto de Daniel 7:6.

Primeiro, "e tinha quatro asas de ave nas suas costas". Daniel notifica que nas costas do animal havia quatro asas. Elas representam, sem dúvida, os "quatro generais" de Alexandre que, após sua morte, fundaram quatro realezas. São eles: (a) Ptolomeu; (b) Selêuco; (c) Lisímaco; (d) Cassandro. Em tudo que Alexandre fazia esses generais estavam sempre em evidência. Cada um deles começou por implantar-se na região que lhe fora designada, e não ficaram somente nisso, pois a ambição de glória e de poder, levou-os a lutarem entre si, para novas conquistas.

Segundo, “tinha também este animal quatro cabeças". A cabeça, que é de um animal quadrúpede, está diante de si. Na simbologia profética, isso significa os quatro reinos que estavam por vir. Após a morte de Alexandre, seus quatro generais fundaram quatro reinos dentro da divisão do Império: (a) Egito (Ptolomeu); (b) Síria (Selêuco); (c) Macedónia (Lisímaco); (d) Ásia Menor (Cassandro).

Terceiro, “e foi-lhe dado domínio”. Diz o versículo 6 que o domínio lhe foi dado. Foi Deus quem levantou Alexandre Magno. Deus dirige a história. É Deus quem dá o poder aos poderosos da terra. E é Ele mesmo quem o tira de suas mãos.

d) Uma aparência indescritível (Dn 7:7,8).

Com relação ao quarto animal, Daniel ver um animal espantoso, terrível e sobremodo forte. O que caracteriza esse quarto animal era sua força e poder, ou seja, sua capacidade de destruir. Tinha grandes dentes de ferro; devorava e fazia em pedaços; pisava aos pés o que sobejava. Todas essas características sugerem força e insensibilidade com suas vítimas (Dn 7:23). Esse animal simbolizava o império romano.

e) A ênfase no quarto animal (Dn 7:23-27). O quarto animal torna-se o tópico especial da interpretação do anjo em Daniel 7:15-28. O caráter distintivo dessa fera é o terror que provoca no observador; ele era “terrível e espantoso e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro, comia e triturava o que encontrasse pelo caminho”.

Em 241 a.C, os romanos derrotaram os cartagineses e ocuparam a ilha da Sicília. Em 218 a.C, as legiões romanas fizeram sua entrada na Espanha. Em 202 a.C, os romanos conquistaram Cartago. Em 146 a.C, eles tomaram a cidade de Corinto. Em 63 a.C, Pompeu ocupou a Palestina. Em 30 a.C, Marco Antônio incorporou o Egito ao território romano. De modo que antes do nascimento de Cristo os romanos tinham praticamente o controle do mundo conhecido.

O império romano experimentou dois séculos de glória e esplendor. Em 476 d.C, os bárbaros puseram fim ao império romano no Ocidente, e, em 1453 d.C, os turcos ocuparam a cidade de Constantinopla, e o império romano no Oriente se desintegrou.

Roma foi o império mais devastador da história do mundo. Era forte (ferro), pela sua força e eficácia administrativa, mas frágil (barro), dada a grande corrupção que ajudou a sepultar “um sonho chamado Roma”. (2)

f) Os dez chifres e o pequeno chifre.

- “e tinha dez chifres (Dn 7:7)”. Esse animal espantoso tinha dez chifres como tinha dez dedos os pés da estátua do capitulo 2. Esses dez chifres na cabeça da fera simbolizam dez reis que “se levantarão” no tempo do fim. Eles não existiram nos dias do Império Romano. Observe bem a frase: “se levantarão”. João, em sua visão na Ilha de Patmos, descreve a mesma coisa em Ap 13:1. O fato de estarem em alinhamento como em alinhamento estavam os dez dedos da estátua do capitulo 2, quer dizer que esses reis escatológicos governarão ao mesmo tempo (Ap 17:12).

- “subiu outro chifre pequeno” (Dn 7:8). Saindo da mesma cabeça e desalojando três das pontas primeiras subiu outra ponta pequena, que é mais devastador do que qualquer um dos seus predecessores. Será um ser humano, dotado de inteligência e sagacidade extraordinárias. Esse chifre torna-se o assunto principal do restante do capítulo 7.

Esse orgulhoso e poderoso ser humano será o Anticristo, que no tempo apropriado aparecerá no cenário mundial. Ele é o homem do pecado (2Ts 2:3,8), a besta que abate três dos dez reis (Dn 7:24). Ele guerreará contra os santos de Deus, vencê-los-á (Dn 7:21,22,25; Ap 13:7) e falará palavras contra Deus (Dn 7:25).

O pequeno chifre é pequeno só no começo (Dn 7:8), mas crescerá progressivamente até distinguir-se como mais robusto que os outros chifres (Dn 7:20). Ou seja, o governo do Anticristo será a expressão mais forte de poder na terra até ser erradicado por Cristo. Ele será o último dominador do mundo. Ele será o último líder mundial. Quando, porém, vier o “Ancião de dias” (Dn 7:9), os santos possuirão o reino (Dn 7:22,27; cf. Ap 11:15-18; 20:4-6). O Anticristo será destruído (Dn 7:11,26) e lançado no Lago de fogo ardente (Ap 19:20), que é o Inferno propriamente dito.

II. O CLÍMAX DA VISÃO PROFÉTICA

1. Tronos, “ancião de dias” e juízo divino ((Dn 7:9-14). “Ancião de dias” é outra maneira de reconhecer que Deus é o Eterno, é aquele que Abraão reconhecia como o “Juiz de toda a terra” (Gn 18:25). Deus é retratado julgando todos os povos e todos os reinos no fim dos tempos. Quando a fúria do quarto animal alcançou seu clímax, Daniel viu tronos sendo estabelecidos, e o “Ancião de dias” toma seu assento de julgamento. Coberto por uma luz inefável, cercado por milhares de milhares que o serviam, o Juiz iniciou o juízo [...] e abriram-se os livros. Esse quadro é claramente refletido em Apocalipse 20:4.

2. O “Filho do Homem” (Dn 7:13,14). "... um como o Filho do homem". Na continuação da visão, Daniel também viu um como “Filho do homem” (Dn 7:13), que vem nas nuvens do Céu e recebe um domínio eterno (Dn 7:14). Todos os povos, nações e línguas tornam-se sujeitos a Ele. A relação dessa visão com a visão de Dn 2:44 é evidente. Ali a pedra que foi cortada da montanha substituiu os reinos (cf. Mt 24:30 e Ap 1:7).

“Filho do homem” é um título que frequentemente é aplicado à pessoa de Cristo (Mt 16:13). Cerca de 80 vezes esta expressão ocorre nos Evangelhos, e 22 destas somente em Apocalipse. Em Ezequiel, a expressão "filho do homem" é empregada por Deus 93 vezes, quando fala com o profeta. Em Ap 14:14, há um quadro sobre o "Filho do homem". Jesus é o "Filho do homem", porque, de um modo especial, Ele é o representante da humanidade perante a pessoa do Pai. Ele é declarado "Filho de Davi segundo a carne" (Rm 1:3). Ele se tornou o "Filho do homem" para que nós, humanos, nos tornássemos filhos de Deus (Jo 1:12). (3)

"... foi-lhe dado o domínio" (Dn 7:14). O domínio e reino do presente texto, para que todos os povos, nações e línguas o servissem, é o estabelecimento do Reino de Deus sobre a terra, que começará com o reino milenar de Cristo (Ap 20:1-6).

3. A Grande Tribulação (Dn 7:24,25).Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis" (Dn 7:24). “E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos, e a lei; e eles serão entregues na sua mão por um tempo, e tempos, e metade dum tempo"(Dn 7:25).

Estes versículos e outros correlatos mostram a ascendência, desenvolvimento e consumação do Império Romano. Mas, a profecia diz que daquele mesmo reino, no futuro, "se levantarão dez reis". Isso significa que durante o período sombrio da Grande Tribulação se levantarão dez reis dentro dos limites do antigo Império Romano. São as dez pontas que João contemplou na cabeça da Besta que subiu do mar (Ap 13:1). Em Ap 17:12, o anjo celestial faz a interpretação para João daqueles chifres, dizendo: "... os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão o poder como reis, por uma hora, juntamente com a besta". Esses dez monarcas escatológicos serão dez agentes de Satanás, que, auxiliados por ele, ajudarão o Anticristo em sua política sombria pela conquista do mundo (c/c Ap 17:13).

- “... depois deles, se levantará outro(rei)...” (Dn 7:24). Aqui, refere-se ao “chifre pequeno” (Dn 7:8), que aparecerá depois dos dez chifres (dez reinos ou nações), isto é, no fim desta presente era, na área do antigo império romano. O pequeno chifre, aqui, difere do pequeno chifre de Dn 8:9, que provém do império grego e representa Antíoco Epifânio, uma figura do Anticristo. O pequeno chifre do presente texto provém da besta romana e subjuga três reinos pela força; os demais reinos parecem delegar seus poderes a ele. Ele profere blasfêmia contra o Altíssimo, isto é, o Ancião de dias (cf. 2Ts 2:4). Ele destruirá os santos, mediante perseguições, enquanto tentará mudar os “tempos” (datas para adoração religiosa especial) e as leis de Deus. Continuará a perseguir os santos durante um período de três anos e meio até ser destruído (cf. Dn 9:27; 12:11; 13:5). Como se vê o “pequeno chifre” se identifica perfeitamente com a primeira besta do livro de Apocalipse (Ap 13), que é comumente chamado o Anticristo. (5)

- "tempo, tempos e metade de um tempo” (Dn 7:25). Esse texto aponta, literalmente, o período de tempo em que ocorrerá um grande sofrimento no mundo, especialmente, contra Israel. Será o período quando "o chifre pequeno", e na linguagem do Novo Testamento o "Anticristo", firmará o concerto com Israel por "uma semana" (Dn 9:27). Esse período ganha uma linguagem metafórica quando fala de "um tempo, e tempos, e metade de um tempo"(Dn 7:25). Esse período equivale a "três anos e meio", ou a "42 meses", ou "a 1260 dias" (Dn 12:7; 9:27; Ap 7:14). É interessante notar que a primeira metade dos sete anos - três anos e meio - será de artifícios políticos do Anticristo, simulando um tipo de paz nas relações de Israel com as nações. Nesses primeiros três anos e meio o Anticristo fará acordos com Israel os quais não cumprirá. Nesse primeiro período ele exercerá poder e influência política e econômica sobre Israel. Depois, quebrará o pacto feito e não cumprirá o acordo com Israel e fará pressões e incitará as nações para guerrear contra Israel para destruí-lo.

A Grande Tribulação não será para a Igreja de Cristo. A igreja será arrebatada ao Céu antes da Grande Tribulação, e os mortos em Cristo serão ressuscitados gloriosamente (1Co 15:51,52; 1Ts 4:13-18). Portanto, o Messias virá para Israel e para o mundo, e a igreja não estará na Terra. O Messias virá para cumprir o sonho desejado e profetizado para intervir no "poder dos gentios" sob o comando do Anticristo e assumirá o Reino sobre a Terra. (4)

III. A VINDA DO FILHO DO HOMEM

1. A visão (Dn 7:13,14). "e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem".

Daniel chega ao clímax das visões e revelações. No versículo 13 está escrito literalmente que o Filho do homem "vinha nas nuvens do céu". Esta profecia é repetida em Atos 1:9-11, onde os anjos anunciaram que o Jesus que subiu gloriosamente ao céu haveria de vir. Posteriormente, na revelação que Jesus deu ao seu amado apóstolo João, a mensagem é repetida: "eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram" (Ap 1:7).

Daniel, em sua visão, viu esse personagem que vinha nas nuvens do céu e se identificava como "o filho do homem", o qual se dirigiu ao Ancião de dias. Não há dúvida que se tratava de Jesus Cristo. Este "Filho do homem" recebeu a concessão de poder e domínio sobre todas as nações para que o servissem, porque o seu domínio seria um domínio eterno que não passaria e seu reino não seria destruído.

Há quem pergunte como é possível determinar que o arrebatamento da Igreja e a segunda vinda de Cristo são dois acontecimentos separados. Podemos responder apontando para as formas como são distinguidos nas Escrituras Sagradas:

ARREBATAMENTO
SEGUNDA VINDA
1. Cristo vem nos ares (1Ts 4:17).
1. Cristo vem à Terra (Zc 14:4).
2. Vem para buscar seus santos (1Ts 4:16,17).
2. Vem com seus santos (1Ts 3:13; Jd 14).
3. O arrebatamento é um mistério, ou seja, uma verdade desconhecida no tempo do Antigo Testamento (1Co 15:51).
3. A segunda vinda de Cristo não é um mistério; constitui o tema de várias profecias do Antigo Testamento (Sl 72; Is 11; Zc 14).
4. Em nenhum momento, as Escrituras dizem que a vinda de Cristo para buscar seus santos é precedida de portentos celestiais.
4. Sua vinda com seus santos será anunciada por vários sinais nos céus (Mt 24:29-30).
5. O arrebatamento é identificado com o Dia de Cristo (1Co 1:8; 2Co 1:14; Fp 1:6,10).
5. A segunda vinda é identificada com o Dia do Senhor (2Ts 2:1-12).
6. O arrebatamento é apresentado como um tempo de benção (1Ts 4:18).
6. A ênfase da segunda vinda é sobre o julgamento (2Ts 2:8-12).
7. O arrebatamento ocorre num piscar de olhos (1Co 15:52), uma clara indicação de que o mundo não testemunhará sua ocorrência.
7. O mundo inteiro verá a segunda vinda (Mt 24:27; Ap 1:7).
8. O arrebatamento parece envolver principalmente a Igreja (João 14:1-4; 1Co 15:51-58; 1Ts 4:13-18).
8. A segunda vinda envolve principalmente Israel, mas também as nações gentias (Mt 24:1-25:46).
9. Cristo vem como a brilhante Estrela da Manhã (Ap 22:16).
9. Ele vem como sol da justiça (Ml 4:2).
10. O arrebatamento não é mencionado nos evangelhos sinópticos, mas João faz diversos alusões a ele.
10. A segunda vinda está presente nos evangelhos sinópticos, mas quase não é mencionado nada em João.
11. Os que forem levados serão abençoados (1Ts 4:13-18). Os que forem deixados serão julgados (1Ts 5:1-3).
11. Os que forem levados serão julgados. Os que forem deixados serão abençoados (Mt 24:37-41).
12. As Escrituras não fornecem um sistema de datação para acontecimento que precederão o arrebatamento.
12. As Escrituras fornecem um sistema de datação complexo para segunda vinda, como 1.260 dias, 42 meses, 3 anos e meio (cf. Dn 7:25; 12:7,11,12; Ap 11:2; 12:14; 13:5).
13. O título “Filho do homem” não é usado em nenhuma passagem que trata do arrebatamento.
13. A segunda vinda é descrita como a vinda do Filho do homem (Mt 16:28; 24:27,30,39; 26:24; Mc 13:26; Lc 21:27).

2. “Os santos do Altíssimo” (Dn 7:18). Na visão milenista e pré-tribulacíonísta, "os santos do Altíssimo" são, indubitavelmente, o povo judeu (Dn 7.21; 9.24; Ap 13.7; 17.6). Israel, durante o milênio, será cabeça das nações. Todos os santos participarão do reino e Jesus estará assentado sobre o trono de Davi e reinará para sempre. Jesus Cristo, "o filho do Homem", reinará literalmente na terra por mil anos.

O milênio não é mera alegoria; será real e literal, quando Jesus Cristo tomar posse do governo do mundo e desfazer o poder da trindade satânica constituída pelo Diabo, o Anticristo e o Falso Profeta.

3. A destruição do Anticristo (Dn 7:26,27). A vitória de Cristo e Seu exército na batalha do Armagedom porá fim ao sistema mundial gentílico que tem governado o mundo desde o início da história humana depois da expulsão do Éden. O sistema político estabelecido pelo Anticristo ruirá por completo e outro deverá ser estabelecido. Ocorre, então, o que foi profetizado por Daniel, ou seja, a pedra cortada sem mão que feriu a estátua do sonho do rei Nabucodonosor (Dn 2:34), pedra que encheu toda a terra (Dn 2:35). Esta pedra é Cristo, que passará a ser, de direito, o Governante de toda a Terra.

No Apocalipse, assim está narrado o fim do Anticristo: "E a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e enxofre"(Ap 19.20). Portanto, o Anticristo e o Falso profeta, na Batalha do Armagedom, serão aniquilados pela espada que sai da boca de Cristo (isto é, por sua Palavra), e serão lançados vivos no lago de fogo e enxofre, que é o inferno propriamente dito (Ap 19:20). É o fim deles.

CONCLUSÃO

Daniel ficou perplexo ao ver essa invasão do mal na história e a devastação que ele opera. Não deveríamos nós também nos alarmar? Não deveríamos ter a mesma sensação de Daniel? Estamos vivendo os últimos dias da Igreja, e não precisa ser teólogo para compreender isso. A terra passa por grandes aflições, e não é nem o início das terríveis catástrofes que virão.

Muitos hoje estão mais preocupados com “o aqui e o agora” do que com o porvir, ludibriados por pregadores materialistas, e esquecem de que Jesus está às portas. Infelizmente estamos vivendo à síndrome da igreja de Laodicéia: materialmente rica, mas terrivelmente pobre no aspecto espiritual. A mornidão nuvea a igreja e empata a visão do sobrenatural de Deus. Muitos, hoje, correm o perigo de serem deixados para trás no dia da Vinda do Senhor Jesus. Precisamos de forma devocional nos dedicar mais à oração e à vigilância. Daniel conclui a visão do capítulo 7 com um gesto de humildade: “Mas guardei estas coisas no meu coração” (Dn 7:28). E nós, o que estamos guardando no coração?

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Assembleia de Deus. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Revista Ensinador Cristão – nº 60 – CPAD.

Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. CPAD.

(1) Rev. Hernandes Dias Lopes – Daniel, um homem amado do Céu. HAGNOS.

(2) Ibidem.

(3) Severino Pedro da Silva – Daniel (a visão para estes últimos dais). CPAD,

(4) Integridade Moral e Espiritual – Elienai Cabral. CPAD.

(5) Bíblia de Estudo Pentecostal– pg.1258.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Aula 07 - INTEGRIDADE EM TEMPOS DE CRISE


4º Trimestre_2014

 
Texto Base: Dn 6:3-5,10,11,15,16,20

 
“Então, os príncipes e os presidentes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vício nem culpa” (Dn 6:4).

 
INTRODUÇÃO

Estudaremos, nesta Aula, o capítulo 6 do livro de Daniel. O império Babilônico (“cabeça de ouro”) ficou para trás. Agora está em evidência o império Medos-Persas (“peitoral e braços”). Ciro, o grande, é o novo imperador. À época Daniel era um homem idoso – entre 85 e 90 anos de idade -, mas, tal como ocorreu nos idos da “cabeça de ouro”, manteve a sua integridade moral e espiritual imutável, mesmo em tempo de crise.

Muitos fraquejam quando passam pelo teste da adversidade. A vida de Daniel, porém, prova que um homem pode ser íntegro tanto na adversidade como na prosperidade. Daniel foi íntegro quando chegou à Babilônia como escravo. Ele resolveu firmemente não se contaminar. Agora ele passa pelo teste da prosperidade - foi o primeiro ministro da Babilônia e agora é um governador do reino medo-persa. Sua integridade é a mesma. Ele não se deixa seduzir pela fama nem pela riqueza. Ele é um homem absolutamente confiável.

Há abundantes exemplos dignos de serem seguidos nessa área da integridade. O jovem José, do Egito, foi íntegro ao preferir a prisão à liberdade do pecado. O profeta Jeremias preferiu a prisão à popularidade. João Batista, o precursor de Jesus, por ser íntegro, preferiu perder a cabeça a perder a honra.

Concordo com o Rev. Hernandes Dias Lopes, quando diz que vivemos uma crise de integridade sem precedentes no mundo. Há falta de integridade na família. A fidelidade conjugal está ameaçada. Há falta de integridade moral nos vários segmentos da sociedade. A integridade está ausente na escola, no namoro, no casamento, no comércio, na vida financeira, nas palavras e nos acordos firmados, nos palácios e até nas igrejas. Rui Barbosa, o grande tribuno brasileiro, chegou a vaticinar que chegaria o tempo em que os homens teriam vergonha de ser honestos. Esse tempo chegou. (1)

I.  DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO EM UM MEIO POLÍTICO CORRUPTO (Dn 6:1-6).

A Babilônia tinha caído, um novo império tinha se levantado, mas os homens que subiram ao poder continuavam corruptos. O absolutismo do rei no império babilônico mudou para a descentralização do poder no império medo-persa. O regime de governo mudou, mas não o coração dos homens. É um grande engano pensar que as coisas vão mudar para melhor em virtude das mirabolantes promessas dos políticos. Mudam-se os partidos; mudam-se as figuras, mas o espírito e a cultura do aproveitamento são os mesmos. (2)

1. Dario reorganiza o governo e delega autoridade administrativa (Dn 6:1-3). Na reorganização do governo, Dario dividiu a responsabilidade da administração. Ele constituiu 120 prefeitos e três governadores. Desses três governadores, Daniel se distinguiu. Dario encontrou nele “um espírito excelente” (Dn 6:3) e, apesar da idade avançada de Daniel, planejava estender sua autoridade sobre todo o reino. A corrupção estava instalada dentro do palácio, nas rodas mais altas do governo de Dario, porém o caráter de Daniel era impoluto e imutável. Ele não vendeu a sua consciência. As circunstâncias adversas não alteraram as convicções de Daniel.

Daniel manteve-se íntegro a despeito do ambiente. Ele não negociou os seus valores absolutos. Ele não se corrompeu. A base de sua integridade foi sua fidelidade a Deus. Sua fé foi a pedra de esquina de sua moralidade privada e pública.

A vida de Daniel nos mostra que é possível ser íntegro mesmo cercado por um mar de lama de corrupção.

2. Daniel se torna alvo de uma conspiração (Dn 6:4,5).Então, os príncipes e os presidentes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vício nem culpa. Então, estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus”.

Os inimigos de Daniel queriam afastá-lo do caminho deles. Mas como? Nada encontraram para atacar em sua vida moral, assim, conspiraram contra ele por intermédio de sua fé no seu Deus. Daniel 6:4 nos informa que os conspiradores procuravam “achar ocasião" para acusar Daniel. Essa palavra (“ocasião”) significa, aqui, que eles buscavam um pretexto, um motivo.

Daniel, porém, era fiel a Deus e, também, era fiel ao seu senhor terreno. Ele realmente era diferente dos demais. E porque era diferente dos outros líderes foi perseguido, e conspiraram contra ele para matá-lo.

A vida de Daniel nos prova que um homem pode permanecer íntegro mesmo quando é vítima de conspiração.

3. O perigo das confabulações (tramas, conspirações) políticas. Ver Daniel prestes a uma promoção que o colocaria acima dos prefeitos e dos demais governadores era mais do que eles podiam tolerar. Eles precisavam destruir Daniel a qualquer custo, mas não encontrava nenhuma falha nele. O fracasso em encontrar falhas na administração de Daniel os fez buscar uma maneira de atacá-lo no seu ponto mais forte: sua religião e a lei do seu Deus (Dn 6:5). Eles sabiam que Daniel era um homem de oração, e era neste ponto que eles articularam a construção de uma arapuca. Eles agiram em surdina, maquinaram nos bastidores, tramaram na escuridão. Eles bajularam o rei e se tornaram hipócritas para alcançar o fim que desejavam: a morte de Daniel.

Eles bajularam o rei Dario elevando-o ao posto de divindade por um mês. O projeto trazia como isca a exaltação e a lealdade ao rei. Era bastante comum para os governadores dos medos e persas colocar-se no lugar de um dos seus deuses e requerer a adoração do povo. Dario sentiu-se lisonjeado em ser o centro da devoção religiosa por um mês, por isso, assinou o edito. Mas a intenção dos conspiradores era outra.

O rei tornou-se refém de seu próprio orgulho e, por conseguinte, de seu próprio decreto. Dario assina uma sentença irrevogável, pois a lei nesse império era maior do que o rei. Dario caiu na arapuca da lei e da ordem. E assim, sentenciaram à morte o homem de confiança do rei. Além da bajulação, usaram a mentira (Dn 6:7).

A integridade nem sempre nos ajuda a granjear amigos. Pessoa íntegra é uma ameaça ao sistema de corrupção. Por ser fiel, você pode ser perseguido com maior rigor. As trevas aborrecem a luz. Os que andam na verdade perturbam os que vivem no engano.

Não podemos permitir que qualquer ser humano ou qualquer outra coisa venha impedir de buscarmos a Deus em oração, de cultuá-lo, pois nada existe de mais importante do que o Senhor.

Nós temos que nos submeter ao estado, pois sua autoridade provém de Deus e seus oficiais são ministros de Deus. Mas há um limite: quando a obediência ao estado implica em de­sobediência a Deus. Neste ponto nosso dever, como cris­tãos, é desobedecer ao estado a fim de obedecer à Deus. Pois, afinal de contas, se o estado abusa de sua autoridade dada por Deus e tem a presunção, seja de ordenar aquilo que Deus proíbe, seja de proibir aquilo que Deus ordena, nós precisamos dizer "não" ao estado a fim de dizer "sim" a Cristo. Como diz Pedro: "Antes importa obedecer a Deus do que aos homens" (At 5:29). Veja outros exemplos com atitudes semelhantes: Êx 1:15-17; Dn 3; At 4:19; 5:29.

II. DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO QUE NÃO TRANSIGIU COM SUA FÉ EM DEUS (Dn 6:10-16).

1. Nenhuma trama política mudaria em Daniel o seu hábito devocional de oração (Dn 6:10). “Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa (ora, havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer”.

Quando Daniel soube do decreto do rei a sua atitude foi inequívoca: “Ele entrou em sua casa e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer”. Daniel não muda sua agenda ao saber que estava sentenciado à morte. Alterar seus hábitos de devoção ou tornar secreta a sua relação com o seu Deus seria uma negação basilar de sua integridade espiritual.

Certamente, ele deve ter sido tentado a transigir ao se ajoelhar para orar: "Por que não facilitar as coisas? Veja a posição de privilégios de que goza. Pense na influência que continuará exercendo se transigir só nesse ponto. Assegure seu futuro. Não ore a Deus em público apenas durante este mês. Ore secretamente em seu coração, se quiser, mas por que fazê-lo como sempre fez? Certamente, você será notado e perderá tudo, inclusive a vida". Daniel não foge nem transige, mas continua orando ao Senhor como costumava fazer. Daniel aprendeu a ser íntegro na mocidade e jamais mudou sua rota. Mesmo ancião, prefere a morte a transigir com sua consciência. (3)

2. A momentânea vitória dos conspiradores.Então, aqueles homens foram juntos e acharam Daniel orando e suplicando diante do seu Deus” (Dn 6:11).

Os inimigos de Daniel encontraram-no orando. Era tudo que eles precisavam para levar adiante o plano macabro. Assim como caçadores orgulhosamente exibem sua presa, os vis conspiradores chegaram ao rei Dario e exibiram o resultado do seu mau intento. Deram-lhe a informação de que tanto queriam – “Daniel, um dos exilados de Judá, não te dá ouvidos, ó rei, nem ao decreto que assinaste. Ele continua orando três vezes por dia” (Dn 6:13, NVI). E a informação estava cheia de veneno: (a) acentuava o preconceito, falando de Daniel como um exilado, mesmo depois de setenta anos de integridade como o homem mais importante do governo; (b) acrescentava uma informação falsa, afirmando que Daniel não fazia caso do rei.  Mas, a alegria dos conspiradores durou apenas uma noite. O juízo divino seria implacável contra os mesmos.

3. Preservando a integridade (Dn 6:18-22). Uma pessoa íntegra procura agradar a Deus mais que aos homens. Ela não depende de elogios nem muda sua rota por causa das críticas. Uma pessoa íntegra cumpre com a palavra empenhada e seu aperto de mão vale mais que um contrato. Daniel sabia que sua integridade o tornava impopular diante dos outros líderes, mas sua consciência era cativa ao Senhor e comprometida com a verdade. Os opositores de Daniel odiaram-no não porque ele praticara o mal, mas porque ele praticara o bem. Eles bajularam e se tornaram hipócritas para alcançar o fim que desejavam, a morte de Daniel. Eles agiram em surdina, maquinaram nos bastidores, tramaram na escuridão. (4)

Por ser fiel, você pode ser perseguido com maior rigor. As trevas aborrecem a luz. Os que andam na verdade perturbam os que vivem no engano. O íntegro é uma ameaça aos corruptos.

III. DANIEL NA COVA DOS LEÕES (Dn 6:16,17)

A cova dos leões era a forma mais cruel de sentença de morte no reino medo-persa. Babilônia matava numa fornalha, o reino medo-persa na cova dos leões.

1. Daniel preferiu morrer a se dobrar diante de um edito maligno (Dn 6:16,17). Dario caiu na armadilha da bajulação e se tornou refém de seu próprio decreto. Daniel, seu homem de maior confiança, foi sentenciado à cova dos leões por causa de sua irretocável integridade. Daniel não discutiu, nem questionou sua condenação com o rei. Sua convicção era de que o seu Deus o livraria se assim o quisesse. Ele não deixou de orar e de manter seu hábito devocional. A sua fé em Deus proporcionava-lhe paz interior para enfrentar aquela circunstância adversa.

Daniel foi denunciado, preso e lançado na cova dos leões. Sua integridade não o livrou da maldade, da inveja e da perseguição dos seus inimigos do palácio. Mas Deus fechou a boca dos leões na cova da morte.

Como crentes em Cristo estaríamos dispostos a sacrificar nossa vida e até morrer pelo nome de Jesus? O próprio Jesus declarou que no final dos tempos os verdadeiros discípulos seriam odiados, atormentados e levados à morte. Mesmo que você morra por causa de sua integridade, você ainda é bem-aventurado porque felizes são aqueles que sofrem por causa da justiça!

2. Daniel foi protegido da morte pelo anjo de Deus (Dn 6:22,23).O meu Deus enviou o seu anjo” (Dn 6:22).

A Bíblia diz que "o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra" (Sl 34:7). Daniel não escapou da cova dos leões, mas o anjo de Deus entrou com ele naquela cova e fechou a boca dos leões. A firmeza da fé de Daniel estava acima de qualquer trama diabólica, por isso, Deus enviou o seu anjo que fechou a boca dos leões, e assim não puderam devorá-lo. Sua comunhão com Deus era algo vital e inalterável na relação entre ambos.

Você não pode evitar que os homens maus tramem contra você, mas você pode orar, e Deus pode frustrar o propósito dos ímpios. Os perversos não contavam com a intervenção de Deus, com o livramento do anjo do Senhor. Os amigos de Daniel foram livres das chamas do fogo da fornalha, porque creram no seu Deus. Agora, Daniel foi livre de ser triturado pelos leões, porque, também, crera no seu Deus. O Anjo do Senhor que andou com Hananias, Misael e Azarias na fornalha de fogo, esse mesmo Anjo abençoou Daniel, ficando ao seu lado durante aquela noite, e demonstrou Sua autoridade sobre os leões ao restringir todos seus instintos naturais, a fim de não matarem brutalmente o servo do Senhor. Está escrito em 1João 5:4: “esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”.

Quando cuidamos de nossa integridade, Deus cuida de nossa reputação. Daniel não podia administrar a orquestração dos seus inimigos, nem fazer o rei retroceder, nem mesmo se recusar a ir para a cova dos leões. Ele não podia tapar a boca dos leões, mas podia manter-se íntegro. Ele podia orar e pôr sua confiança em Deus. Isso ele fez.

Cabe a nós manter-nos fiéis, velar pelo nosso testemunho e honrar a Deus com nossa vida. Cabe ao Senhor nos livrar das garras do inimigo. Daniel creu em Deus e o anjo fechou a boca dos leões. Deus livrou Daniel em meio do problema e não do problema. Muitas vezes, Deus não nos poupa das aflições, mas nos livra nelas ou mesmo na morte. (5)

3. Deus mais uma vez foi glorificado através da vida de Daniel (Dn 6:25-27). Quando cuidamos de nossa integridade, o nome de Deus é exaltado (Dn 6:26,27). Mais do que o nome de Daniel, o nome de Deus foi proclamado e exaltado em todo o império medo-persa. Dario exaltou a Deus dizendo: Ele é o Deus vivo; Ele é o Deus eterno que vive para sempre; Seu reino jamais será destruído; Seu domínio jamais terá fim; Ele é o Deus que livra, salva e faz maravilhas; Ele é o Deus que livrou Daniel.

O fim último de nossa vida é glorificar a Deus. Devemos viver de tal maneira que os homens vejam nossas boas obras e glorifiquem ao nosso Pai que está nos céus (Mt 5:16).

CONCLUSÃO

Quando cuidamos de nossa integridade, Deus nos exalta (Dn 6:28). Ele foi promovido no governo de Dario, o medo, sob o reinado de Ciro, o persa. Deus honra aqueles que o honram. Dario tornou público um novo edito: “Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e para sempre permanente, e o seu reino não se pode destruir; o seu domínio é até ao fim” (Dn 6:25). Esse foi o fruto da integridade de Daniel em todas as situações. E a maldição dos inimigos de Daniel caiu sobre a cabeça deles. Todos aqueles homens foram lançados na cova dos leões e estraçalhados, e não escapou nem mesmo suas famílias (Dn 6:24,25).

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Assembleia de Deus. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Integridade Moral e Espiritual – Elienai Cabral. CPAD.

Daniel – As visões para estes últimos dias. Severino Pedro da Silva. CPAD.

Revista Ensinador Cristão – nº 60 – CPAD.

Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. CPAD.

(1) Rev. Hernandes Dias Lopes – Daniel, um homem amado do Céu. HAGNOS.

(2) Ibidem.

(3) Ibidem.

(4) Ibidem.

(5) Ibidem.

 

 

domingo, 2 de novembro de 2014

Aula 06 – A QUEDA DO IMPÉRIO BABILÔNICO


4º Trimestre/2014

 
Texto Base: Dn 5:1,2,22-30

 
“E te levantaste contra o Senhor do céu, [...] além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra, que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste” (Dn 5:23).

 

INTRODUÇÃO

Trataremos nesta Aula da Queda do Império Babilônico. Veremos isso à luz do capítulo 5 de Daniel. Por volta de 700 a.C, Deus inspirou o profeta Isaías a registrar uma profecia sobre o fim da poderosa Babilônia. Ele escreveu: “E Babilônia, o ornamento dos reinos, a glória e a soberba dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou. Nunca mais será habitada, nem reedificada de geração em geração; nem o árabe armará ali a sua tenda, nem tampouco os pastores ali farão deitar os seus rebanhos” (Is 13:19,20).

Segundo Roy E. Swim, após a morte de Nabucodonosor, o seu filho, Evil-Merodaque, o sucedeu no trono. Este é o rei que deu honra especial ao rei Joaquim (filho de Jeoaquim), depois de 37 anos de exílio, ao soltá-lo da prisão e designar-lhe uma pensão (cf. Jr 52:31-34; 2Rs 25:27-30). Depois de dois anos, Neriglissar, o cunhado de Evil-Merodaque, liderou uma revolta e o assassinou. Neriglissar tinha se casado com uma das filhas de Nabucodonosor e reivindicava um certo direito real, especialmente por meio do seu filho, Labashi-Marduque. Mas o jovem não recebeu apoio e logo foi morto pelos seus amigos de confiança. Os generais e líderes políticos escolheram Nabonido, outro genro de Nabucodonosor, um auxiliar experimentado e de confiança durante a maior parte do seu reinado. Nitocris, filha de Nabucodonosor, deu um filho a Nabonido. Seu nome era Belsazar.

Por causa do seu sangue real, Belsazar, três anos após a ascensão de Nabonido ao trono, foi feito co-regente com seu pai. Ele tinha a incumbência de governar a cidade e a província da Babilônia. Esse foi o rei Belsazar descrito por Daniel (1). À época deste rei, em face de uma série de reis incompetentes, Babilônia encontrava-se numa trajetória decaída, deixando para trás sua época dourada. A ruína de Babilônia estava prestes a acontecer, pois um destacamento militar persa, comandado por Ciro, deslocara-se rapidamente para o sul, estacionando junto aos muros de Babilônia. Os muros eram grandes e fortes e seus armazéns achavam-se repletos de alimentos. O rio Eufrates trazia água à vontade para dentro da cidade. Para os líderes nacionais, Babilônia era invencível a qualquer inimigo. Apesar da presença dos inimigos junto aos muros da Babilônia, deliberadamente o rei Belsazar decidiu desafiar o Deus Altíssimo e por isso teve que enfrentar as consequências finais das escolhas que livremente tomara.

Em cumprimento da Palavra profética, a cidade de Babilônia, que parecia invencível, foi derrotada pelos exércitos medo-persas em 538 a.C, justamente quando o exílio de 70 anos de Judá estava para terminar. Com o tempo, Babilônia se tornou um monte de ruínas, exatamente como havia sido profetizado. Nenhum deus se compara ao Autor da Bíblia: o Deus verdadeiro, Jeová (Is 46:9,10).

I. O FESTIM PROFANO DE BELSAZAR

1. A zombaria de Belsazar (Dn 5:1-4). O desprezo do conhecimento de Deus leva o homem a uma vida dissoluta moralmente. A atitude do rei em utilizar os utensílios do templo de Jerusalém em sua festa devassa e idólatra, mostrava o caráter perverso de Belsazar. Ele estava afrontando ao Senhor e profanando publicamente aquilo que pertencia a Deus. O castigo viria inevitavelmente e imediatamente.

A vida é uma semeadura. Colhemos o que plantamos. Aqueles que plantam o mal colhem o mal. Aqueles que semeiam vento colhem tempestade. Aqueles que semeiam na carne, da carne colhem corrupção. Aquilo que fazemos aqui determinará nosso destino amanhã. Querer fazer o mal e receber o bem é zombar de Deus, e de Deus ninguém zomba (Gl 6:7).

2. A insensatez e a crueldade do autocrata Belsazar. Segundo Roy.E.Swim, além de toda a herança real do grande Nabucodonosor, seu avô, Belsazar tornou-se conhecido por causa da sua devassidão e crueldade. Conta-se que um dos nobres de Belsazar venceu o rei numa caçada. Por esse motivo, Belsazar matou o nobre na mesma hora. Mais tarde, em uma festa, um dos convidados foi elogiado por uma das mulheres. O rei ordenou que o convidado fosse mutilado para eliminar qualquer possibilidade de ser elogiado novamente. Criado em um ambiente de luxo, em que o poder e a adulação fizeram parte da sua vida já em tenra idade, ele tinha poucas chances de não se tornar um egoísta insensato e um autocrata cruel. (2)

3. Uma festa profana. Segundo Roy.E.Swim, catorze anos como segunda pessoa no comando do reino, Belsazar precisava encarar grandes responsabilidades. Nabonido, seu pai, estava no campo de batalha com o exército caldeu tentando rechaçar os ataques das forças conjuntas dos Medos e Persas. Uma província após outra do império da Babilônia tinha caído. Agora, os exércitos de Ciro cercavam a capital como o último obstáculo a ser vencido. Mas, Belsazar não estava nenhum pouco preocupado com as ameaças de Ciro. Ele acreditava que Babilônia era impenetrável e que seus muros eram inexpugnáveis. Tendo em vista a fartura de mantimentos e o suprimento de água inesgotável que a cidade possuía, Belsazar tinha a confiança que os habitantes poderiam sobreviver a qualquer cerco. Para demonstrar o seu desdém pela ameaça persa, Belsazar decretou uma festa para toda a cidade. Por meio de um convite especial para mil dos seus grandes (Dn 5:1), ele preparou uma festa no palácio real. Ele convidou as mulheres do harém real para acrescentar diversão à festa. O próprio rei liderou a festa oferecendo bebida para todos. Em dado momento, inflamado pelo muito vinho, Belsazar se deixou levar por um impulso imprudente. Ele ordenou que fossem buscados os utensílios sagrados que seu avô tinha trazido de Jerusalém para a Babilônia (Dn 5:3). Eles beberam dessas taças, coisa que nenhum outro ousaria fazer até então. Belsazar e seus companheiros de festa beberam dessas taças e deram louvores aos deuses (Dn 5:4) da Babilônia (3).

A impiedade produz perversão. O desprezo do conhecimento de Deus leva o homem a uma vida dissoluta moralmente. Belsazar conhecia a verdade (Dn 5:22), mas não foi dirigido por ela. Ele conhecia a verdade, mas a rejeitou deliberadamente para viver regaladamente em seus pecados. Belsazar profanou os utensílios consagrados ao Deus de Israel. Logo, o juízo de Deus seria inevitável e irrevogável.

II. O IRREVOGÁVEL JUÍZO DE DEUS



 

1. O dedo de Deus escreve na parede (Dn 5:5). O banquete tinha como objetivo afrontar o Deus vivo. De modo blasfemo, quando a bebida começou a surtir efeito, Belsazar ordenou a seus mordomos que trouxessem os utensílios sagrados que Nabucodonosor havia removido do templo de Jerusalém. Dentre esses utensílios havia vasos sagrados que tinham sido dedicados ao Senhor, os quais foram utilizados pelos convivas para oferecerem brindes a seus ídolos (Dn 5:1-4). Esse foi o último desafio do imoral Belsazar.

Em meio àquela orgíaca festividade pagã, onde ressoavam risos sarcásticos regados a muita bebida embriagante, a mão de Deus escreveu na parede com letras de fogo, estranhas e misteriosas palavras. A Bíblia diz que o semblante do rei mudou, e os seus pensamentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos bateram um no outro. A festança parou, e um silêncio mortal encheu a sala (Dn 5:5,6).

Quando Belsazar conseguiu falar, ele começou a gritar e chamar os peritos em astrologia, os caldeus e os adivinhadores (Dn 5:7), para explicar esse mistério. O rei prometeu todo tipo de recompensa e promoção para qualquer um que pudesse ler a escrita na parede e interpretar a sua mensagem. Esse homem seria vestido de púrpura (púrpura real), uma cadeia de ouro seria colocada ao redor do seu pescoço e ele se tornaria o terceiro em importância no governo do seu reino. Esse era o posto mais elevado disponível, visto que Nabonido ocupava o posto mais elevado, e Belsazar, o segundo. Quando os sábios não conseguiram decifrar a escrita, o rei e todos os convidados ficaram outra vez aterrorizados. (4)

2. A rainha lembrou-se do profeta Daniel (Dn 5:6-12). A rainha-mãe (esposa de Nabonido e mãe de Belsazar), ciente do fato da escrita na parede, a rainha-mãe informa ao rei sobre Daniel e conta a respeito dos dons sobrenaturais que ele possuía. Ela disse:

 Ó rei, vive eternamente! Não te turbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante. Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos; e nos dias de teu pai se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses; e teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos astrólogos, dos caldeus e dos adivinhadores. Porquanto se achou neste Daniel um espírito excelente, e ciência, e entendimento, interpretando sonhos, e explicando enigmas, e solvendo dúvidas, ao qual o rei pôs o nome de Beltessazar; chame-se, pois, agora Daniel, e ele dará interpretação” (Dn 5:10-12).

Após contar tudo ao rei, a rainha-mãe aconselha ao rei que chamasse Daniel, e, certamente, ele daria a interpretação.

3. Daniel entra na presença de Belsazar (Dn 5:13-16). Daniel, então, foi introduzido à presença do rei. Ele agora era um homem idoso, mas continuava sendo um homem de Deus. Bom é conservarmos a fidelidade ao Senhor até o fim de nossas vidas!

Segundo Roy.E.Swim, Daniel havia sido negligenciado e completamente esquecido havia muito tempo. Agora, como bom súdito, entra na presença do rei para, novamente, dar-lhe o recado de Deus. Belsazar propõe a Daniel a mesma recompensa extravagante que havia prometido aos sábios (Dn 5:16), mas Daniel não deu nenhuma importância às “ninharias” do rei (Dn 5:17) e foi direto à crise que o rei embriagado e sua cidade estavam enfrentando. Daniel o confrontou de forma cortês, mas sem rodeios com uma mensagem de Deus. Daniel recordou a Belsazar como Deus humilhou Nabucodonosor. Embora Belsazar soubesse desse evento trágico, não deu importância à sua lição - “E tu, seu filho Belsazar, não humilhaste o teu coração, ainda que soubeste de tudo isso. E te levantaste contra o Senhor do Céu. Então, dele foi enviada aquela parte da mão, e escreveu-se esta escritura” (Dn 5:22-24). Belsazar, ao profanar os vasos santos do Senhor cometeu um ato de afronta deliberada contra o Deus vivo. Poucas pessoas aprendem as lições da história.

III. A SENTENÇA CONTRA BELSAZAR E A QUEDA DE BABILÔNIA (Dn 5:22-28)

Segundo o Rev. Hernandes Dias Lopes, Belsazar testemunhou as obras de Deus dentro de sua casa, mas as desprezou. Ele era da família real. Ele presenciou todos os acontecimentos relatados nos capítulos 1 a 4 do livro de Daniel. Ele devia ter a idade de Daniel e viu seu testemunho, bem como o testemunho de seus amigos. Viu como Deus libertou os amigos de Daniel da fornalha, como Nabucodonosor foi arrancado do trono para tornar-se um animal, até que seu coração foi humilhado e convertido. Belsazar conviveu com o testemunho fiel a respeito de Deus, mas tapou seus ouvidos, fechou seus olhos e endureceu seu coração. Deus deu um ano para Nabucodonosor arrepender-se, mas Belsazar cruzou a linha da ira de Deus naquela mesma noite e pereceu. Viver no pecado é loucura. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo (Hb 10:31). (5)

1. Os sábios não decifraram as palavras escritas na parede (Dn 5:15). “Acabam de ser introduzidos à minha presença os sábios e os astrólogos, para lerem esta escritura, e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras”.

O presente versículo mostra a declaração do rei dizendo que os “sábios” foram incapazes diante daquele mistério. Aquilo que a mão misteriosa escrevera não se achava inserido em nenhum código deste mundo. Não é em vão que as Escrituras dizem: “o segredo do Senhor é para os que o temem; e ele lhes fará saber o seu concerto” (Sl 25:14). Os magos de Faraó foram até onde puderam, mas depois não puderam mais prosseguir. O poderio humano vai até uma certa distância, mas depois, como sempre, estaciona. Porém, o poder e a sabedoria de Deus triunfam em qualquer circunstância, tempo ou lugar. A Bíblia diz que “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente”. Isto significa que Ele é o mesmo quanto ao tempo e a importância.

2. As quatro palavras “misteriosas” (Dn 5:25).Esta, pois, é a escritura que se escreveu: MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM”. A mensagem era clara e específica. Deus havia empilhado os crimes do rei e completado a sua medida. O período de supremacia política de Babilônia havia terminado. Essa foi a última noite dos babilônios e do rei Belsazar. Os babilônios cruzaram a linha-limite que Deus traçara.

“Esta é a interpretação” (Dn 5:26-28): (6)

- “MENE: Contou Deus o teu reino e o acabou” (Dn 5:26). O reino babilônico cresceu, mas amadureceu para a ceifa. A profecia divina dizia claramente: “teu reino foi acabado!”. A mão que escreveu ali foi exatamente aquela que escreveu os “Dez Mandamentos” (a Balança de Deus) em tábuas de pedras; escrevera a sentença eterna de Belsazar. As palavras na parede significavam literalmente: Contado, Pesado, Dividido. Deus anuncia, através daquela escritura, que faltava justiça para a Babilônia e, simultaneamente, é decretada a destruição do reino.

- “TEQUEL: Pesado foste na balança e foste achado em falta” (Dn 5:27). Tequel significa “pesado” ou “avaliado”. A ideia está em 1Samuel 2:3: “...porque o Senhor é o Deus da sabedoria, e por Ele são as obras pesadas na balança”. Belsazar não consegue dar equilíbrio à balança e revela a falta em si de verdadeiros valores, segundo a escala de Deus. Os “Dez Mandamentos de Deus” e a “Graça e a Verdade” que veio por Jesus Cristo, são balanças divinas que regulam as nossas vidas. Deus pesa os homens de acordo com esse padrão. Todos os homens querem pesar as suas vidas nas suas próprias balanças, mas somente a balança inevitável de Deus é sempre fiel!

Alguém já disse que a balança de Deus tem dois pratos, mas um só fiel. Ninguém se engane, Deus pesa até as montanhas (Is 40:12), e não somente isso, mas pesa também: (a) o andar do homem (Is 26:7); (b) o espírito do homem (Pv 16:2); (c) a sinceridade do homem (Jó 31:6).

- “PERES: Dividido foi o teu reino e deu-se aos medos e aos persas”. Ao ler o escrito final, Daniel leu “UFARSIM”, mas ao dar a interpretação, empregou a forma “PERES”. O “u” é a conjunção aramaica “e”, que seria omitida ao ser dada a interpretação. “FARSIM” é a forma plural, enquanto que “PERES” é singular (2Sm 6:8). A antiga versão da Bíblia continha a palavra “UFARSIM”, sendo o “e” na língua aramaica equivalente à nossa conjunção “e”. As versões ARA e ARC trazem esta palavra, mas sem o “u” e com a conjunção “e”, seguida da palavra “PARSIM”. Como já disse, “PERES” é forma singular. Isso tomava o sentido de dividido, compartilhado; o reino de Belsazar está para ser dividido entre os Medos e Persas. Naquela mesma noite, Belsazar foi morto, e Dario, o medo, foi constituído rei, pondo fim ao período do Império Babilônico.

Belsazar, o último monarca babilônico que desafiou a Deus, tomou as decisões que afetaram sua vida. Deus pesou essas decisões a fim de constatar o quanto elas valiam. Deus entregou Belsazar às consequências naturais do curso de vida por ele escolhido. Em Romanos 1:18-32, o apóstolo Paulo revela a atitude de Deus para com todos aqueles que, à semelhança de Belsazar, escolhem seus próprios caminhos.

3. O fim repentino do império babilônico (Dn 5:30,31).Naquela mesma noite, foi morto Belsazar, rei dos caldeus. E Dario, o medo, ocupou o reino, na idade de sessenta e dois anos”.

Mal haviam acabado de colocar os adornos de honra em Daniel, quando os soldados de Ciro invadiram o palácio com gritos de guerra. Babilônia caiu.

Uma das profecias mais impressionantes sobre a queda de Babilônia está relacionada ao homem que a conquistou - o rei Ciro, da Pérsia. Quase dois séculos antes de Ciro assumir o trono, Jeová Deus o mencionou por nome e predisse que ele seria o conquistador de Babilônia. Falando sobre a futura conquista de Ciro, Isaías foi inspirado a escrever: “Assim disse o Senhor ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela sua mão direita, para abater as nações diante de sua face... para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão” (Is 45:1).

“Os historiadores gregos Heródoto e Xenofonte confirmam o cumprimento dessa profecia surpreendente. Eles revelam que Ciro desviou o rio Eufrates, baixando o nível da água. Os exércitos de Ciro obtiveram assim acesso à cidade através de seus portões, que haviam sido deixados abertos”.

Conforme predito pelo profeta Jeremias, a poderosa Babilônia caiu “repentinamente”, em uma noite - Repentinamente, caiu Babilônia e ficou arruinada; lamentai por ela, tomai bálsamo para a sua ferida; porventura, sarará (Jr 51:8).

CONCLUSÃO

A queda de Babilônia está associada a profecias que em breve deverão cumprir-se com a Babilônia espiritual, um dos destacados temas do Apocalipse. O perfeito cumprimento das profecias relacionadas com Babilônia literal contribui para o fortalecimento de nossa confiança nas profecias que anunciam a iminente derrocada da Babilônia simbólica. Nações estão sendo avaliados bem de perto pelo Deus Altíssimo. Todos estão por sua própria escolha decidindo seu destino e Deus indubitavelmente cumprirá os Seus propósitos.

Na Palavra de Deus encontramos um admirável paralelismo relacionado com as profecias da queda de Babilônia literal e a queda da Babilônia simbólica no tempo do fim. Compare:

-Jeremias 51:13 com Apocalipse 17:1

-Jeremias 51:7 com Apocalipse 17:4

-Jeremias 51:8 com Apocalipse 14:8

-Jeremias 51:45 com Apocalipse 18:4

-Jeremias 51:48 com Apocalipse 18:20

-Jeremias 51:64 com Apocalipse 18:21.

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Assembleia de Deus. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Integridade Moral e Espiritual – Elienai Cabral. CPAD.

Daniel – As visões para estes últimos dias. Severino Pedro da Silva. CPAD.

Revista Ensinador Cristão – nº 60 – CPAD.

(1) Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. CPAD.

(2) Ibidem.

(3) Ibidem.

(4) Ibidem.

(5) Hernandes Dias Lopes – Daniel (Um homem amado do Céu). Hagnos.

(6) Severino Pedro da Silva – Daniel (as visões para estes últimos dias).CPAD.